Monetização do 5G e novas oportunidades de aplicações em diferentes verticais serão os temas de destaque do Futurecom

Com o tema central “Connecting the Interactions – a era da interação de dados, pessoas e negócios conectados”, a 23ª edição do Futurecom, maior evento de inovação, conectividade e transformação digital da América Latina, que será realizado de 3 a 5 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo, terá o 5G como protagonista da grade de programação, com muito foco nas aplicações da tecnologia para transformar diferentes setores.

Com a expectativa de registrar um crescimento de 25% na audiência esse ano – em 2022 foram 30 mil visitantes -, o Futurecom 2023 também vai debater um assunto relevante ao setor de TIC: a reindustrialização. Segundo Hermano Pinto, diretor do Portfólio de Tecnologia e Infraestrutura da Informa Markets, responsável pelo Futurecom 2023, a reindustrialização passa pela utilização de IoTFWA ou Acesso Fixo sem Fio (do inglês Fixed Wireless Access) e OpenRAN. Outra discussão que estará bem forte no evento desse é a cibersegurança, com um olhar na oferta de serviços customizados às empresas e usuários. “Teremos um trilha específica para discutir os desafios em cyber e como atuar de maneira preventiva ao crescimento dos ataques com o aumento da conectividade”, afirma.

De acordo com Hermano, a edição deste ano trabalhará em cima de três novos paradigmas tecnológicos:

  • Redes privativas e de acessos de borda em nuvem são primordiais para atender as necessidades de conectividade, cobertura, latência, segurança e confiabilidade que se impõem para a transformação digital dos processos industriais e logísticos, com vistas à eliminação de ineficiências na cadeia e nos transportes, redução dos ciclos produtivos, controle em tempo real das etapas dos processos, manutenção da qualidade dos produtos e entregas, e melhoria geral do desempenho do negócio;
  • Uso de tecnologias no espaço virtual e de interação físico-virtual (AR/VR/MR, BIM, IoT e gêmeos digitais) representam ferramentas essenciais para o planejamento de operações integradas de chão de fábrica com as novas demandas que se impõem de segurança, flexibilidade de reconfiguração, previsibilidade e de integração de cadeias de produção e suprimento;
  • Sustentabilidade energética e descarbonização tornaram-se elementos fundamentais para a governança das empresas perante a sociedade e aos seus acionistas. Redes integradas pelas novas tecnologias de conectividade e interação demonstraram grande potencial para os processos de transição energética, controle integrado de resíduos e o uso ampliado de contingências e prevenção a acidentes.

Outra novidade da próxima edição do Futurecom será a apresentação de um estudo exclusivo da consultoria Omdia sobre o cenário de lançamentos do 5G no mundo, como o Brasil está posicionado e o potencial das redes privativas. Uma prévia dos dados foi apresentada na última sexta-feira, em evento do Futurecom, pelo analista principal da Omdia, Ari Lopes.

Mesmo com as redes privativas incipientes no Brasil, o País ocupa, atualmente, a 8ª posição no mundo, segundo levantamento da Omdia. De acordo com o analista, as redes privativas são uma oportunidade de monetização efetiva. “No 5G, as teles investiram muito na construção das redes, mas pouco fizeram em termos de inovação na parte de serviços. Essa virada de chave precisa acontecer”, destaca Ari.

De acordo com o levantamento da Omdia, no 1º trimestre de 2023, as receitas totais de conectividade de telecomunicações nas Américas representaram um crescimento sólido, atingindo receitas totais de US$ 114,7 bilhões. Isso representa 3,9% de crescimento ano a ano (YoY). O desempenho foi impulsionado pelo crescimento do 5G nos Estados Unidos, onde corresponde a 38% das conexões e coloca o país entre os poucos acima do limite de 20% para compartilhamento 5G. Houve, ainda, um aumento das receitas de banda larga fixa de 8,6% ano a ano no primeiro trimestre.

Para o Brasil, a perspectiva é de que o país termine 2027 com 61% dos acessos já em 5G. O 4G terá 36% da bases, e os 3% restantes em 3G.

Gráfico  Descrição gerada automaticamente

Fibra óptica

A China, a Índia e o Brasil são os três países que mais adicionam clientes de fibra óptica ano a ano, segundo dados da consultoria Omdia. O levantamento da empresa se baseia nos números do primeiro trimestre deste ano. A China é o país que mais adiciona fibra, crescendo 10% ao ano e alcançando uma penetração de 106%. O Brasil ainda é um mercado de grande potencial, já que a taxa de penetração da banda larga fixa ainda é de 42%.

Tabela  Descrição gerada automaticamente

Até o final de 2022, o Brasil era o segundo país com mais adições, mas a Índia apertou o passo e superou o Brasil. O levantamento da Omdia mostra que a China não apenas adiciona muita gente a cada trimestre, crescendo 10% ao ano (51 milhões de acessos), como o país já tem mais de uma conexão por fibra por domicílio.

De acordo com a Omdia, a prévia desse levantamento que será apresentado de maneira completa durante o Futurecom trouxe neste momento, três grandes mensagens:

– A banda larga de fibra continua sendo o principal motor de crescimento para o setor. O Brasil ocupa a 3ª posição atrás da China e Índia;
– Há falta de inovação em serviços com o 5G na América Latina. As operadoras se concentram em implantações de rede e estão fazendo pouca diferença no quesito inovação;
– O Brasil está ganhando lentamente tração em redes privativas.

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